por Carlos Moura
Amanhã é o Dia dos Namorados e muitas pessoas estão à espera de um milagre para a salvação da vida amorosa. Outras vão mesmo é comemorar. Afinal, vivemos tempos felizes como nunca antes na História do nosso Brasil.
Talvez seja por isso que muita gente anda colocando os dedos, não na água benta, mas em outras águas menos límpidas, acreditando, como a moça feia em “A Banda”, de Chico Buarque, que a banda toca pra ela.
Criticar quem coloca o dedo na água benta, como fez recentemente o mais alto dignatário da República, pode ser perigoso porque, a qualquer descuido, lá se vai o dedo.
Mas, na nossa República, há dedos que são mais iguais que outros no direito de escolher a água benta, principalmente dedos que têm bons padrinhos de batismo.
Faz tempo que no Brasil a melhor pia de água benta é o Tesouro Nacional, aquele formado pelo nosso dinheiro dos tributos. Vejamos o caso da Varig, que ganhou o mundo na bacia das almas da escandalosa falência da Panair do Brasil, orquestrada pelo governo do presidente Castelo Branco e voou durante muitos anos em céu de brigadeiro, sendo altamente protegida pelo governo federal.
Mas um dia a fonte secou e caiu no solo, sem condições de voar com qualquer tipo de vento ou céu.
Admitindo que o Brasil precisa ter uma empresa aérea internacional forte, podemos aceitar a intervenção do Estado para garantir sua existência, mas daí a fazer tudo por vias tortuosas, sem que os planos de vôo sejam conhecidos pelas torres de controle dos contribuintes, fica complicado.
Como, também, é complicado imaginar que nunca um avião vai pousar para reabastecer, ou seja, ficar à vista de todos. É isso que está acontecendo com a novela sem fim da Varig. Agora, o avião está no solo e todo mundo pode vê-lo.
Nos próximos dias, veremos muita gente que colocou os dedos e muito mais na água benta nos brindar com muitas histórias tão verdadeiras como os ETs de Varginha e para quem não acreditar, só restará ter muita fé no papel divino dos padrinhos e na sua capacidade de multiplicar os pães, mesmo sem o trigo argentino.
Carlos Moura escreve às quartas-feiras
Amanhã é o Dia dos Namorados e muitas pessoas estão à espera de um milagre para a salvação da vida amorosa. Outras vão mesmo é comemorar. Afinal, vivemos tempos felizes como nunca antes na História do nosso Brasil.
Talvez seja por isso que muita gente anda colocando os dedos, não na água benta, mas em outras águas menos límpidas, acreditando, como a moça feia em “A Banda”, de Chico Buarque, que a banda toca pra ela.
Criticar quem coloca o dedo na água benta, como fez recentemente o mais alto dignatário da República, pode ser perigoso porque, a qualquer descuido, lá se vai o dedo.
Mas, na nossa República, há dedos que são mais iguais que outros no direito de escolher a água benta, principalmente dedos que têm bons padrinhos de batismo.
Faz tempo que no Brasil a melhor pia de água benta é o Tesouro Nacional, aquele formado pelo nosso dinheiro dos tributos. Vejamos o caso da Varig, que ganhou o mundo na bacia das almas da escandalosa falência da Panair do Brasil, orquestrada pelo governo do presidente Castelo Branco e voou durante muitos anos em céu de brigadeiro, sendo altamente protegida pelo governo federal.
Mas um dia a fonte secou e caiu no solo, sem condições de voar com qualquer tipo de vento ou céu.
Admitindo que o Brasil precisa ter uma empresa aérea internacional forte, podemos aceitar a intervenção do Estado para garantir sua existência, mas daí a fazer tudo por vias tortuosas, sem que os planos de vôo sejam conhecidos pelas torres de controle dos contribuintes, fica complicado.
Como, também, é complicado imaginar que nunca um avião vai pousar para reabastecer, ou seja, ficar à vista de todos. É isso que está acontecendo com a novela sem fim da Varig. Agora, o avião está no solo e todo mundo pode vê-lo.
Nos próximos dias, veremos muita gente que colocou os dedos e muito mais na água benta nos brindar com muitas histórias tão verdadeiras como os ETs de Varginha e para quem não acreditar, só restará ter muita fé no papel divino dos padrinhos e na sua capacidade de multiplicar os pães, mesmo sem o trigo argentino.
Carlos Moura escreve às quartas-feiras
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