sexta-feira, 6 de junho de 2008

Seguradoras, Bancos e Canais de Distribuição

Na semana passada a publicação da noticia “Sul America fecha acordo de 500 mi com o BV” causou um alvoroço maior que o esperado.
Sempre que surge um novo canal de distribuição de seguros tomamos o cuidado de divulgar em destaque para que os Corretores de Seguros de NOSSA Comunidade saibam quem são os novos concorrentes que chegam ao mercado.
Eu, pessoalmente, acho que quanto mais gente QUALIFICADA vender seguro, melhor.
Acho que lojas de departamento e empresas de distribuição de serviços públicos trazem para a indústria do seguro clientes que não poderiam comprar seguro de outra forma, já que um boleto bancário custa mais de R$-4,00 e um debito em conta quase R$-2,00.
E com tanta migração para cima nas classes sociais, estes clientes das classes C, D e E, quando alcançarem a classe C, B ou A já chegarão com mais cultura de consumo do NOSSO produto do que os atuais segurados.

Assisto, calado, as reações, autorizo publicação de matérias sobre a reação dos Corretores de Seguros a estas mudanças e, nas minhas palestras estimulo a cada profissional a encontrar o nicho onde o seu valor é mais percebido e que fuja da relação de seguro apenas pro preço.
Alias, quem me conhece sabe que eu acho que já passou da hora de uma nova regulamentação enquadrando estes novos canais de distribuição, alem das Plataformas e Cooperativas, no Sistema Nacional de Seguros, tornando a competição um pouco mais justa e buscando garantir o sustento do pequeno Corretor e do produtor Profissional de Seguros.
A cada publicação de novos canais alguns Colegas se manifestam e achamos isto sadio.
Mas ao publicar a matéria em epigrafe achei a reação BEM MAIS FORTE do que as demais.
Alias, paradoxalmente, das maiores Cias do mercado, apenas a Bradesco Seguros, que disponibiliza as suas agencias exclusivamente para Corretores de Seguros venderem seus produtos, eu ainda não vi distribuindo produtos via canais de distribuição.
Segundo um grande amigo meu, segurador de primeira linha em Cia top 3 do Brasil, “Segurador que não tem banco vendendo seus seguros é por falta de sorte ou de competência”. Portanto, EU ACHO, que não foi a novidade de mais um banco ou financeira vendendo seguros. O Corretor já está acostumado.
Com certeza a operação é legal.
Tem até um Corretor no negócio, o que não é obrigatório, segundo a nossa legislação.
Então o que “pegou” na matéria?
A lembrança de que a Sul América é a seguradora do Banco do Brasil?
Desculpe isso não é novidade e muito menos ilegal...
Eu acho que foi a forma como foi feita esta divulgação.
Me fez lembrar do barulho causado pela “cromoterapia”, um ajuste normal de condições para cada padrão de Corretor, apresentado de forma desastrosa e que causou o maior barulho alguns anos atrás.
Não posso também esquecer a famosa, e tão citada nas manifestações dos Corretores à matéria do BV, “readequação”. Onde mais uma vez, uma ação necessária para o bom andamento da Cia, e garantia dos segurados, empregados e acionistas, negligenciou as situações atípicas e causou um bom estrago ao bom nome da indústria e da Cia. O que poderia muito bem ter sido feito de uma forma melhor.
Tenho dado palestras para a Sul América e sou testemunha da qualidade de relacionamento com o Corretor que a linha de frente tem. Tanto a estrutura própria, quanto as empresas que os representam.
Todos sabem que sou fã e Grande Amigo de João Alceu de Amoroso Lima e não deixo de a cada novo balanço, com melhores resultados, ligar para ele e relatar o meu regozijo de ver a área de Saúde dando tanto “gosto” para a Cia.
E de tudo que foi publicado na matéria, só ficou uma dúvida:
Em um mercado onde muitos clientes fazem questão de manter o seu Corretor, que quase todas as concessionárias e financeiras tem suas próprias Corretoras e parceiras de Seguro e que quem compra um auto em 60 meses raramente está pensando em como vai pagar a 3ª parcela, como é que esta operação vai gerar R$-500.000.000,00 em prêmios?

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