domingo, 14 de setembro de 2008

Será que o avião caiu mesmo no Pentágono?

Por Maurício Moura

Esta semana, completou-se 7 anos da tragédia do 11 de setembro. Washington parou em função das homenagens aos mortos. No Pentágono, foi inaugurado um memorial para os mortos naquela data. Esses tiveram seus nomes eternizados no chão em frente ao local do atentado. Porém, a campanha para a Casa Branca de 2008 parece alimentar a teoria de que o avião não atingiu o Pentágono e tudo foi uma armação da imprensa. Reparem que nunca se teve acesso a uma foto ou imagem sequer do ataque ao Pentágono. Por que ? Como não há imagens de um dos locais mais importantes dos Estados Unidos sendo atingido ? Muito diferente da queda das duas torres em Nova York, onde tudo foi absoluta e magistralmente registrado. Inclusive com imagens ao vivo, como foi o caso do segundo avião.

O mistério parece ter chegado ao final. Pelo teor dos discursos tanto de Barack Obama quanto de John McCain, é possível inferir que os terroristas de Osama Bin Laden atingiram, na verdade, a Casa Branca e o Congresso Americano. E com isso fizeram de Washington uma cidade fantasma.

John McCain, numa tentativa de se disvincular da péssima avaliação do Governo Bush, se auto-intitula o "real maverick" , que significa a pessoa que não segue um padrão, ou seja, se colocando como um republicano divergente de tudo que foi proposto e realizado em Washington durante os 8 anos de governo de seu partido. Não quer assumir para si a responsabilidade do desastre na economia e na política externa. Porém, se esquece que votou, no mesmo período, 90% das vezes a favor das propostas de George W. Bush, inclusive em pontos ligados ao confronto no Iraque, que custaram quase US$ 1 trilhão aos cofres públicos (fora a farsa e o vexame internacional), e ao corte de impostos que focaram nas pessoas com ganhos acima de US$ 250.000 ao ano (deixando quase 80% da população de fora). Duas medidas que elevaram o déficit americano e atolaram o país na crise atual. Mesmo assim, McCain fala que vai "reformar" Washington, e "mudar o jeito da política na capital federal".

"Change" ou mudança é o principal slogan da campanha de Obama, que somente por ser oposição teria naturalmente muito mais legitimidade para pregar a "reforma de Washington". Na campanha, Barack Obama e Joe Biden (vice da chapa) falam que farão de Washington um "lugar novo", de "atitudes e políticas novas". Parecem que irão re-inventar DC. No entanto, o Partido Democrata se esquece que também faz parte de "Washington". Na democracia americana, o Congresso exerce um papel fundamental (diferentemente do Brasil, aqui é impossível governar com as famosas "medidas provisórias" - tudo passa pelo Congresso, principalmente assuntos internos) e lá os democratas são maioria. Joe Biden, por exemplo, é figura constante na capital há pelo menos 30 anos. Democratas, através do voto direto, aprovaram a invasão do Iraque, inclusive com o voto do candidato a vice e da Senadora Hillary Clinton. Sem mencionar a fome democrata por medidas protecionistas que ajudam a isolar os Estados Unidos do resto do mundo, prejudicam o consumidor americano e afetam os países em desenvolvimento, como o Brasil. O acordo bi-lateral de comércio com a Colômbia não saiu por culpa de Obama e seus companheiros.

Portanto, fica a pergunta, se o republicano John McCain é o "real maverick" e o democrata Senador por Illinois vai "change" tudo por aqui, quem habitou Washington desde o 11 de setembro ? Pelo visto a cidade toda, e principalmente a Casa Branca e o Congresso estiveram desertos. Culpa doavião do Bin Laden provavelmente. Afinal, segundo as campanhas, pode-se inferir que a crise na economia e a guerra do Iraque não são de responsabilidade de partido algum. Nessa linha, tudo vai começar do zero com o presidente eleito, seja qual for. E o mesmo poderá se utilizar tranquilamente de um discurso amplamente conhecido pelos brasileiros: "Nunca antes na historia de Washington...".

Pobres americanos.

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