quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Nossos momentos inesquecíveis

Por Carlos Moura

A cena do nosso capitão Bellini levantando a taça da Copa do Mundo de 1958 é certamente um momento inesquecível para todos nós, brasileiros.

Nos dias atuais, tivemos dois outros momentos que poderão ser inesquecíveis no futuro. Um é a alegria do Nosso Guia ao receber o prêmio Dom Quixote por seu inestimável trabalho para a difusão da língua espanhola. Nas cenas mostradas pela televisão, pudemos sentir que ele se segurou para não repetir o gesto de Bellini e levantar o troféu para o alto. Foi muito emocionante e calou fundo em nossos corações. Alguns companheiros estão tristes porque até agora o Nosso Guia não recebeu nenhum troféu por tudo que ele tem feito pelo Português, principalmente nos seus discursos de improviso.

O outro momento foi a alegria do ministro da Fazenda, quando George W Bush sentou-se a seu lado na reunião do G 20, em Washington. Para um militante clássico como ele, foi uma consagração, afinal foi demonstração pública dos nossos méritos. Pena que Bush esteja no fim do mandato e com a menor popularidade da história dos EUA.

Isso tudo é muito positivo e vai ajudar o Brasil a superar os problemas gerados pela crise global. É fácil de entender, porque ao longo dos últimos seis anos, quando a economia mundial cresceu fortemente, aproveitamos a boa maré e fizemos todas as reformas de que precisávamos. Hoje temos infra-estrutura de transportes no estado da arte; temos um sistema tributário voltado para incentivar os investimentos e promover o desenvolvimento; temos um sistema previdenciário caminhando a passos largos para o equilíbrio e garantindo o futuro tranqüilo de seus beneficiários atuais e futuros. E não podemos esquecer da saúde pública e da segurança em geral, que garante a paz para os cidadãos e para novos empreendimentos empresariais. Temos ainda as punições severas a todos os servidores públicos e empresários que se envolveram com corrupção.

É triste que nem todos acreditem nessas verdades, querendo ações concretas, mas a vida é assim mesmo. Sempre há os ingratos. Para eles, as batatas, mesmo não sendo vencedores.

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