04/05/2011
Retomando os trabalhos e com meus abraços, envio minha coluna desta semana,
“A volta dos que sempre foram!”
Carlos Barros de Moura
Faz pouco dias houve convenção ou congresso do partido oficial, aquele que desde de 2003, tem feito pelo Brasil o que nunca foi realizado na nossa História. Decisões importantes foram tomadas, incluindo a escolha de um novo presidente para o partido, mesmo não sendo o sonhado por algumas alas de destaque do mencionado partido.
Como sempre discursos e mais discursos foram lançados ao ar, ressaltando as grandes conquistas para a pátria, geradas pelo trabalho hercúleo dos seus quadros. É importante sempre lembrar que tudo é sempre feito com grande desprendimento e companheirismo, não só pela glória do Brasil, mas principalmente, pelo fins do partido.
Ouso dizer que o ponto alto do evento, foi a reintegração ao partido de um quadro especial. Refiro-me ao modesto professor de matemática, originário dos rincões de Goiás, que por essas voltas que o mundo dá, foi obrigado a ser tornar palestrante, tendo como objeto principal de sua apresentações, bem elaboradas palestras sobre "ética".
Mesmo com as dificuldades enfrentadas, o partido, ainda, se julga a força máxima criada para reger a Pátria. Por isso, pôde sem maiores traumas (vide o resultado da votação), trazer de volta para seu seio o querido professor de matemática, cuja capacidade para gerir números é realmente extraordinária, conforme vasto material apurado pela Procuradoria Geral da República, não faz muito tempo e que, nos dias que correm, está sob análise do nosso Supremo Tribunal Federal, uma vez que, mesmo a contra-gosto do partido, é um processo judicial, que deve ser julgado, assim que possível.
O interessante nesse imbroglio envolvendo o professor de matemática e muitos de seus mais graduados companheiros de partido, é o labor incessante para demonstrar que tudo não passa de uma conspiração da imprensa, subjugada pelas "forças vivas da nação", que nos bons tempos da guerra fria, eram conhecidas como "a direita".
O objeto desse processo que corre no STF é, certamente, o apogeu do plano da "força máxima da nação" para tomar o poder. Isso é simples de entender. Para uma eficaz tomada do poder, é preciso desmoralizar os poderes da República e apontar o SALVADOR. O "mensalão", que teve como mestre operacional, o modesto professor de matemática, foi a ferramenta principal para o ataque ao Legislativo. Seu sucesso só não foi completo, porque nem todos os legisladores foram integrados e, também, porque o castelo caiu, uma vez que foi construído com arrogância e desfaçatez extremas.
Antes da convenção do partido, foram muitas as ações para preparar e suavizar o caminho de volta do professor de matemática ou palestrante sobre ética, Entre tais ações, como ninguém é de ferro, tivemos um jantar oferecido em sua residência, em bairro elegante da cidade, por senadora do principal estado da Federação. As colunas sociais noticiaram que o evento foi um sucesso de público e bilheteria.
Como o caso do professor de matemática, sempre muito ágil com números, é complexo. Justificar o que ele fez e quem comandou suas ações, é mais complexo ainda. Mas, para isso, temos sido brindados com manifestações somando muito esforço e muita imaginação.
Logo, temos que elogiar sua fantástica capacidade de manter silêncio!
Nem tudo está perdido, entre as mais variadas defesas do professor, a mais bem estruturada, foi apresentada por um quadro do partido em evento recente em Guarulhos: "para se construir uma ponte sobre um pântano, é preciso enfiar o pé na lama. Foi isso que o professor fez pelo partido". Precisa mais?
O mais triste é que mesmo ficando só no pântano...sobre a ponte a situação ainda é muito pior.
Isso posto, lembrando que a oposição só opõe a si mesma e ressalvada a força da imprensa livre, parece que iremos continuar assistindo a volta dos que sempre foram (verbo: SER).
Carlos Barros de Moura, empresário e Diretor da ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE SÃO PAULO, colabora com o DIÁRIO DE GUARULHOS.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
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