segunda-feira, 17 de setembro de 2012

AS RELAÇÕES DE CONSUMO NO MERCADO SEGURADOR

Para os representantes da Fenaprevi e Fenseg não há dúvidas que o Código de Defesa do Consumidor (CDC), editado há 22 anos, veio para melhorar as relações de consumo no mercado segurador. Foi exatamente durante painel sobre este tema, na 3ª Conferência de Proteção do Consumidor de Seguros e Ouvidoria, promovida pela CNseg, que Marco Antonio Rossi, presidente da Fenaprevi e do grupo Bradesco Seguros e Previdência, lembrou que o CDC veio para reiterar um trabalho que já vinha sendo desenvolvido pelo setor. "Antes mesmo do Código de Defesa do Consumidor, o mercado já se preocupava em melhorar o atendimento e, na nossa indústria, ele agregou melhorias na relação de consumo", analisou. Uma delas, citou Rossi, diz respeito à própria estrutura das companhias de seguro. "Nós tivemos um grande ganho com as ouvidorias e o mercado evoluiu na qualidade de atendimento que está diretamente relacionada ao crescimento das empresas e na sua credibilidade", avaliou. Rossi também comentou que especificamente na Bradesco Seguros foram realizados no ano passado 82 milhões de procedimentos, os mais variados, como pagamento de aposentadoria e sinistro de vida. "Deste total, 99,9% foram bem sucedidos." Na sequência, Jayme Garfinkel, presidente da Fenseg e do Conselho da Porto Seguro, retratou a evolução da seguradora e o foco, desde o início, em oferecer diferenciais em produtos e serviços, e em práticas para redução da sinistralidade, como parcerias em estacionamento, a vacina antifurto e o break light para automóveis. Ele destacou que o mercado de seguros, mesmo antes do advento do CDC, é privilegiado por ter a figura do corretor. "Tanto pela força inerente que ele tem em trazer clientes paras as seguradoras, como também pelo contato que tem com eles, o relacionamento e atendimento. Com o Código de Defesa do Consumidor houve uma profissionalização no atendimento (SACs), de forma que ficou mais perceptível a qualidade dos nossos serviços", afirmou. Antonio Penteado Mendonça, advogado de Seguros e Relações de Consumo, fez um alerta, analisando que o mercado de seguros cresceu e, ao mesmo tempo, aumentou o número de ações na justiça. "Nem sempre elas são procedentes, mas ganham legitimidade até por questões emocionais". Data: 14.09.2012 Fonte: Por Karin Fuchs

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