A região Sudeste concentra a maior parte das ocorrências, com quase 82% dos roubos. Entre os estados, São Paulo lidera o ranking, com 52,4%
Balanço parcial da Associação
Nacional de Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) aponta que, em
2013, foram registradas 15,2 mil ocorrências de roubo de cargas nas rodovias
brasileiras. O número é 5% maior que o total de 2012, quando foram 14,4 mil
casos, e o prejuízo financeiro deve totalizar R$ 1 bilhão, contra R$ 960
milhões do ano anterior.
A região Sudeste concentra a
maior parte das ocorrências, com quase 82% dos roubos. Entre os estados, São
Paulo lidera o ranking, com 52,4%. Os principais alvos dos criminosos são
produtos alimentícios, cigarros, eletroeletrônicos e farmacêuticos.
Ainda segundo a
NTC&Logística, 70% dos ataques de criminosos se concentram em áreas
urbanas, durante coleta e entrega de mercadorias. Os outros 30% são em
rodovias. Apesar disso, segundo o coronel Paulo Roberto de Souza, assessor de
segurança da instituição, o prejuízo, no segundo caso, é maior devido à
quantidade e ao valor das mercadorias. Ele explica também a forma de ação das
quadrilhas: “nas áreas urbanas, os criminosos agem em semáforos, postos de
entrega e invadindo depósitos de carga, que estão se transformando em
verdadeiras fortalezas. Nas rodovias, eles implementam estratégias para
paralisar os veículos, desde falsas barreiras policiais até abordagens em
movimento e enfrentamento policial”.
Frete Para se proteger das
ações criminosas, empresas de transporte investem cada vez mais pesado em
estratégias de segurança privada, como seguro para a mercadoria e para o
caminhão, equipamento e pessoal para fazer o rastreamento e até escolta.
Conforme o diretor técnico da
NTC&Logística, Neuto Gonçalves dos Reis, o custo operacional do transporte
tem um aumento médio de 7,7% quando não há escolta. Do contrário, o valor
cresce cerca de 12,5%. A elevação é repassada para o preço final do frete e,
como consequência, para o preço final das mercadorias. “A necessidade de
gerenciamento de risco devido às condições precárias de segurança é grande, não
tem como deixar de ser cobrado”, explica ele.
Conforme o coronel Paulo
Roberto de Souza, quatro medidas são consideradas essenciais para enfrentar o
problema da criminalidade: “legislação adequada, estrutura de inteligência
policial compatível com o tamanho do problema, prioridade no combate à
receptação e gerenciamento de risco pelas empresas”. Segundo ele, o Congresso
Nacional deve acelerar a apreciação de projetos de lei que já tramitam na
Câmara e no Senado, e o Executivo precisa regulamentar a Lei Complementar
121/2006, considerada prioridade.
A norma, que cria o Sistema
Nacional de Prevenção, Fiscalização e Repressão ao Furto e Roubo de Veículos e
Cargas, foi aprovada há oito anos, mas ainda espera um posicionamento do
governo federal.
Outros projetos de lei que
merecem atenção do legislativo buscam disciplinar o funcionamento de desmanches
e agravar a punição por crimes de roubo e receptação, estabelecendo também a
perda do CNPJ para estabelecimentos flagrados comercializando mercadorias
roubadas.
FONTE: Diário do Litoral
Carlos Barros de Moura
BDM&A - Barros de Moura EXPERTISE EM SEGUROS
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