sexta-feira, 11 de abril de 2014

EMPRESAS PRIVADAS APOSTAM EM TERMINAL PRIVADO



Enquanto está parado o processo de concessão dos portos públicos, tem crescido o interesse da iniciativa privada em terminais próprios, como alternativa mais barata para escoar mercadorias. Conforme publicado no ultimo sábado no Jornal Folha de São Paulo. Segue.
 Estão sob analise na ANTAQ pelo menos 20 pedidos de novos terminais a serem construídos do zero. Esse interesse ocorre logo após a  nova lei dos portos de 2013, que facilitou os investimentos e permitiu a movimentação de cargas de terceiros nos chamados TUPs (terminais de uso privado).
 Até a nova lei, abrir terminais próprios somente era vantajoso para empresas de grande porte e que movimentavam elevados volumes como Vale, CSN, Petrobras. É que havia uma restrição que limitava os investimentos:as companhias só podiam transitar com carga própria , sem abrir espaço a terceiros sem seus terminais.
 Apesar do alto custo de construir um terminal novo, analistas afirmam que as despesas de operação tendem a ser menores. Isso ocorre porque os empreendimentos não estão sujeitos à contratação de mão de obra do Ogmo ( Orgão Gestor de Mão de Obra, obrigatório no porto publico)nem ao pagamento de valores referentes à concessão (arrendamento e tarifas de movimentação dos portos públicos).
 Segundo Rodrigo Paiva, diretor da consultoria Mind Estudos e Projetos, a nova lei cria a figura do investidor privado em infraestrutura portuária e permite a maior participação de estrangeiros graças ao fim da restrição ás cargas de terceiros. Antes, o terminal era apenas um elo da cadeia de uma empresa. Agora, passa a ser um negocio em si. Declarou.
Os novos terminais abrem caminho para a movimentação de contêineres em áreas privativas, o que quase inexiste atualmente. Entre os pedidos de autorização  encaminhados a Antaq, estão os de companhia de setores tradicionais como agronegócios (Bunge) e petróleo (Exxon e HRT).
 Os estados que lideram os pleitos para instalação de novos terminais são Rio Pará, ambos com 5 projetos. Em seguida o Espírito Santo com três.

Fonte: Assessoria

Carlos Barros de Moura
BDM&A - Barros de Moura
www.barrosdemoura.com.br
 

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