As exportações brasileiras são formadas por diversos
tipos de bens e produtos.
Como quase toda operação comercial, as exportações são
formalizadas através de um contrato internacional de venda e compra.
O Brasil não é conhecido como um país exportador,
embora seja um dos maiores exportadores de commodities do mundo. Diante do cenário internacional, as
exportações brasileiras ainda são tímidas se comparadas com outros países, mas
mesmo assim, os números registrados nos últimos anos colocam o Brasil em uma
posição de destaque no comércio global.
No ranking mundial dos países exportadores em
2013, publicado pelo “The World Factbook”, uma publicação anual da Central
Intelligence Agency (CIA) dos Estados Unidos, o Brasil aparece na 20ª
posição com US$ 244,8 bilhões em exportações.
A China é líder mundial com US$ 2,210 trilhões,
seguida dos Estados Unidos com US$ 1,575 trilhão, e da Alemanha com US$ 1,493
trilhão.
Muitas são as vantagens que as empresas podem obter exportando,
a principal delas é a possibilidade de elevar suas margens de lucro. Entre outras vantagens temos:
a isenção de impostos, a diversificação de mercados e clientes e a maior
garantia contra as oscilações dos níveis da demanda interna. Outros motivos
para as empresas atuarem como exportadoras são reduzir a dependência de vendas
internas, manter clientes no exterior para compensar as vendas, quando o
mercado interno estiver desfavorável, além de ter a possibilidade de escoar
para o mercado internacional, o excedente interno de sua produção.
Os exportadores precisam aprender a utilizar os
mecanismos fiscais e financeiros colocados à sua disposição pelo governo. Exportar
pode ser muito mais simples do que se imagina. E quanto mais se exporta, menos
obstáculos surgirão em razão do grande aprendizado que se adquire com a
vivência no comércio exterior.
Vale destacar que há ainda muita burocracia nas
operações de comércio exterior, por isso é preciso buscar apoio de empresas
especializadas para começar e implantar tais operações.
O Brasil ainda vacila muito em vender suas mercadorias
com seguro. Predominantemente, a venda externa ocorre com a transferência da
propriedade sobre a mercadoria negociada ainda no território brasileiro, o que
não é um erro, mas também não é uma das melhores estratégias de venda, pois
desestimula o importador que assume providências, custos e riscos para a
retirada da mercadoria do país.
O mercado segurador oferece aos exportadores a
possibilidade de transportar seus produtos com cobertura de seguro de
transporte contra todos os riscos de perdas e danos materiais a que as mercadorias
estejam expostas e sujeitas, desde a saída no recinto do exportador ou
fornecedor até à entrega no local de destino do importador. Exemplo de riscos
cobertos: acidente, avarias, extravio, roubo, incêndio, molhadura, avaria
grossa, operações de carga e descarga, guerra, greves, etc.
Além disso, importadores de muitos países, dependendo
do tipo do produto que compram, exigem outro seguro: RESPONSABILIDADE CIVIL DE
PRODUTOS, para proteção contra perdas financeiras causadas a terceiros pelos
produtos.
Por isso, a contratação dos seguros deve ser feita com
um corretor de seguros que tenha expertise nos ramos de transportes e
responsabilidade civil.
Para os exportadores competirem internacionalmente, é
preciso identificar diferenciais de venda, e um desses diferenciais é vender a
mercadoria com seguro, assumindo a responsabilidade pela entrega no país do
comprador. O seguro está previsto nas exportações com os termos de Incoterms
CIF (Cost Insurance and Freight) usado apenas no transporte aquaviário e CIP
(Carriage and Insurance Paid To) para os outros meios de transporte.
Para o Brasil, a atividade exportadora contribui para
a geração de emprego e renda, para a entrada das divisas necessárias ao
equilíbrio das contas externas e para a promoção do desenvolvimento econômico.
Para as empresas, a exportação é de grande importância, e também, o meio mais
eficaz para garantir o seu próprio futuro em ambientes com elevado grau de
competitividade. Para o mercado de seguros, é uma atividade que colabora para o
fortalecimento e crescimento dos ramos de responsabilidade civil e de
transporte, o mais tradicional e nobre ramo de seguro.
Carlos Barros de Moura,
BDM&A – Barros de Moura EXPERTISE EM SEGUROS
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