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De
acordo com a pesquisa “O Trânsito e o Brasileiro”, que ouviu 1.419 pessoas
em todo o país, 2 em cada 10 entrevistados já se envolveram em acidentes de
trânsito com feridos ou mortos
Qual é a
opinião do brasileiro em relação à segurança no trânsito? O que as pessoas
acreditam que é preciso fazer para garantir um trânsito mais seguro? Que
fatores influenciam na segurança do trânsito?
Para
responder estas e outras perguntas, a FUNDACIÓN MAPFRE realizou pesquisa
nacional de opinião pública ouvindo brasileiros de todas as regiões do
País. O trabalho foi desenvolvido pelo instituto Opinião Informação
Estratégica, de Brasília.
O
levantamento foi realizado entre os dias 10 de fevereiro e 7 de março de
2014. Para garantir uma abordagem mais profunda sobre o tema, os
entrevistados foram divididos em dois grupos: a população em geral e
executivos de órgãos e entidades que integram e participam do Sistema
Nacional de Trânsito.
No
primeiro grupo, 1.419 pessoas, maiores de 18 anos, foram ouvidas em todos
os estados brasileiros. No segundo grupo, foram realizadas entrevistas em
profundidade com representantes das três esferas de governo (federal,
estadual e municipal) e do setor privado (frotistas, motofretistas e
formadores de condutores).
Os
resultados
1)
20% dos entrevistados estiveram envolvidos em acidentes de trânsito,
2)
Quase a metade (47%) já teve um familiar morto ou ferido no trânsito,
3)
Em uma escala de 0 a 10, a nota média da segurança no trânsito foi 4,6,
4)
Os brasileiros entrevistados relacionam o trânsito a “caos”,
“congestionamento”, “engarrafamento”, “perigo”, “violência”, “acidente”,
5)
As vias urbanas são de má qualidade, com nota média de 4,4
6)
A percepção das calçadas também é muito ruim, com nota de 3,4
7)
Nove em cada dez entrevistados afirmaram que os motoristas não respeitam os
pedestres e ciclistas e que 80% não respeita as leis de trânsito
8)
A formação dos condutores no Brasil não tem qualidade e a educação de
trânsito praticamente não existe.
***
Nunca havia sido realizada no Brasil uma amostragem, com base científica e
estruturada, que pudesse concentrar essas informações.***
Esta é a
primeira vez que se realiza no Brasil uma pesquisa para medir a percepção
dos brasileiros sobre segurança no trânsito. Ela serviu para confirmar uma
série de ideias e conceitos que os especialistas imaginavam que o
brasileiro tivesse sobre o nosso trânsito. Um exemplo claro disto é a
associação espontânea que a população faz da palavra trânsito com
sentimentos negativos como “caos”, “perigo”, “violência” e “acidente”.
Por essa
razão, numa escala de 0 a 10, a nota média dada à segurança no trânsito foi
de 4,6 revelando que os entrevistados se sentem inseguros nas ruas e
estradas brasileiras. A magnitude do fenômeno é reforçada pelo índice de
pessoas que afirmaram já terem sofrido algum acidente de trânsito que
resultou em feridos ou vítimas fatais: 20% ou seja, 2 em cada 10
entrevistados. Além disso, quase metade das pessoas ouvidas (47%) já teve
um familiar morto ou ferido no trânsito.
Quando
solicitados a dar uma nota de 0 a 10 para os aspectos que mais influenciam
na segurança do trânsito, os entrevistados apontaram a utilização do cinto
de segurança e a manutenção dos veículos como os fatores principais.
Utilizando
essa mesma escala, todos os itens de infraestrutura avaliados foram
reprovados: sinalização (nota 4,9), estradas (4,6), vias urbanas (nota
4,4), ciclovias (4,0) e calçadas (3,4). Ainda segundo a pesquisa, 9 em cada
10 entrevistados afirmaram que os motoristas não respeitam os pedestres e
ciclistas e que 80% não respeitam as leis de trânsito.
Quando
perguntados sobre o que precisa ser feito para melhorar a segurança no
trânsito de sua cidade, os entrevistados indicaram a educação dos
motoristas (com 38% das citações) e a fiscalização (34%) como os aspectos
mais relevantes.
Nas
entrevistas em profundidade, os gestores e representantes do sistema viário
afirmam que existem iniciativas isoladas, mas não uma política de segurança
de trânsito consistente no Brasil. Apesar das cobranças da sociedade, o
estado brasileiro não oferece respostas adequadas para melhorar a situação:
a educação de trânsito praticamente não existe, a fiscalização é precária e
a infraestrutura deixa a desejar.
Segundo
as opiniões levantadas com esse público, a principal razão para a
ocorrência de acidentes é a imprudência de motoristas, motociclistas,
pedestres e ciclistas, que assumem riscos elevados no trânsito. A formação
dos condutores, segundo os entrevistados, também não é de qualidade.
“Os
resultados jogam luzes sobre aspectos até hoje nunca mensurados. A
percepção dos brasileiros sobre a segurança do trânsito é uma questão maior
e indica que a sociedade está madura para receber e apoiar grandes projetos
nessa área”, analisa David Duarte Lima, diretor do Instituto Opinião
Informação Estratégica e responsável pela coordenação da pesquisa.
Para o
presidente do Grupo MAPFRE no Brasil, Wilson Toneto, “um dos focos de nossa
instituição é disseminar atitudes preventivas e conscientizar a sociedade
sobre a importância da segurança viária.
Para isso, realizamos uma série de
programas com foco educacional e destinados a todos os públicos – crianças,
jovens, adultos e idosos – e incentivamos a disseminação de informações
para toda a sociedade, com a realização de pesquisas e seminários”,
finaliza.
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