Estudo
feito na Cidade do Rio de Janeiro, mostra situações importantes para quem
contrata de automóvel.
Vejamos:
Mulher
de 40 anos, dona de um carro compacto de duas portas zero-quilômetro, moradora
da Zona Sul em um edifício com garagem, casada, mãe de dois filhos pequenos,
funcionária pública e que vai para o trabalho em transporte público. Esse seria
o perfil ideal para se ter o seguro mais em conta para o automóvel –
considerado de risco mínimo pelas seguradoras.
A
descrição detalhada e complexa mostra como o mercado de seguros hoje trabalha
com muitas variáveis. São tantas que as apólices caminham para uma espécie de
“personalização”.
Basta
perguntar a alguém com 50 anos de idade. Quando ele fez o seguro do seu
primeiro veículo, lá pela década de 90, respondeu, no máximo, a três perguntas:
idade, sexo e o bairro de residência. Atualmente, porém, questionários para
traçar o perfil do segurado chegam a ter mais de 30 tópicos.
Esmiuçar
a vida do segurado foi uma forma de as empresas atraírem clientes com preços
mais condizentes. Tudo dentro da sua própria margem de risco.
Pois,
o grande desafio para as seguradoras é, dentro dessa massa de estatísticas e
dados, tentar descobrir perguntas que caracterizem um perfil de menor risco dos
segurados.
Nessa lógica, os valores variam bastante. O
trio sexo-idade-estado civil é o que mais influencia nos preços da apólice.
Comparada a um homem da mesma idade, uma mulher pode desembolsar até 40% menos
na apólice do mesmo carro e morando na mesma rua (e pensar que ainda há gente
que tem preconceitos contra as motoristas).
Já
a idade pesa…. para os mais jovens. Um exemplo é uma simulação de um Volkswagen
Gol 1.0 2015 para dois homens e com mesmo perfil: moradores da Zona Norte e com
garagem na residência. O que tem 20 anos de idade e é solteiro pagaria R$
2.797, enquanto o outro, casado e com 50 anos, gastaria pouco mais do que a
metade: R$ 1.498.
O
curioso é que o estado civil e até o fato de ter ou não filhos já pesa bastante
na elaboração de uma apólice. Uma mulher de 30 anos casada pode economizar até
20% na apólice em relação a uma solteira.
Há
indicativos que a pessoa solteira tende a ter uma vida social mais agitada, sai
mais à noite ou de madrugada e, desta forma, se expõe mais ao risco.
Se
tiver filhos, vai doer menos no bolso. Na simulação, o homem casado de 30 anos
com filhos pagaria R$ 1.467, contra R$ 1.710 do mesmo perfil, só que sem filhos
menores.
Como
também, pessoas que levam crianças no carro são mais cautelosas. Pensam duas
vezes antes de avançar um sinal, correr ou sair do bar e assumir o volante. O
próprio casal se policia.
Mas
se os filhos forem maiores de 18, o risco aumenta, de acordo com a própria
análise das companhias. É que a garotada pode pegar o carro do pai e fazer
besteira no trânsito… Tal detalhe pode encarecer a apólice em uns R$ 200.
O
curioso é que para os casados, os perfis de homens e mulheres passam a ficar
parecidos. Com o matrimônio, o casal tende a ficar similar nos hábitos e na
maturidade, e isso se reflete ao volante. Segundo os especialistas, a diferença
de preços para homens e mulheres casados com idades próximas é mínima.
As
maiores diferenças de valores se concentram ainda no CEP. O morador de uma rua
no Méier pode pagar quase o dobro pelo seguro de um carro igual de um cliente
com a mesma idade e estado civil que more em Botafogo.
E
se quiser um desconto de 6% de cara no seu contrato, esqueça do conforto e da
praticidade. Opte por um carro duas portas, os menos visados pelos ladrões.
A
reputação do segurado também pode valer bons descontos. Motoristas sem pontos
na Carteira de Habilitação, fiéis à seguradora por anos e sem sinistros em
apólices anteriores acabam tendo descontos que chegam a 10%.
Fica destacado que as boas referências mostram o
comportamento do motorista e a cada ano de seguro sem ocorrências, o cliente
costuma ganhar descontos na renovação da apólice.
Estamos investigando para saber se há estudos
semelhantes cobrindo a Cidade de São Paulo.
FONTE:
BOAINFORMAÇÃO.COM.BR
Carlos Barros de Moura,
BDM&A – Barros de Moura EXPERTISE
EM SEGUROS
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