Cartilha
adverte que estes tipos de serviços não garantem os mesmos benefícios e
direitos existentes em convênios médicos por não serem regulamentados
O
anúncio é atraente: por parcelas de apenas R$ 18,90 por mês, é possível ter
acesso a consultas médicas e exames da rede particular de saúde. Para o
consumidor desavisado, pode parecer uma oportunidade barata para substituir o
plano de saúde. Mas este tipo de serviço representa um risco quando o usuário
precisa fazer tratamentos e exames mais complexos.
Terça-feira,
a Agência Nacional de Saúde (ANS) lançou uma cartilha em que esclarece a
diferença em relação aos planos de saúde. Os serviços de cartões de desconto e
pré-pagos parecem um convênio médico, mas não são. Funciona da seguinte forma:
o contratante recebe um cartão e, mediante o pagamento de uma mensalidade, pode
fazer consultas e exames na rede particular, com preços mais baixos do que os
valores cobrados normalmente.
Antes
da consulta, o cliente faz recarga do cartão, da mesma forma que acontece na
telefonia celular. A Vale Saúde, por exemplo, oferece consultas a R$ 63 e
exames com desconto. Além do valor da mensalidade e da consulta, o cliente paga
uma taxa de R$ 2,50 no momento da recarga.
A ANS
esclarece que estes serviços não são regulamentados pela agência, por isso o
cliente não terá os mesmos direitos que um usuário dos planos de saúde. Se ele
precisar ficar internado no hospital ou de fazer um exame mais complicado, por
exemplo, os cartões não oferecem cobertura.
“Todos
os avanços que a sociedade conseguiu com a regulamentação dos planos não estão
garantidos neste serviço. Os planos tem rol de cobertura atualizado de tempos
em tempos. Estes cartões têm limite financeiro. Se você tiver doença que
precisa de um tratamento de alto custo, a cobertura acaba”, explica Rafael
Vinhas, gerente-geral de Estrutura e Operação dos Produtos da ANS.
Ele
alerta ainda que as operadoras de planos de saúde não estão autorizadas a
comercializar cartões e devem ser denunciadas, se isso ocorrer. “As operadoras
não podem ter qualquer tipo de participação na venda desses cartões”, diz
Vinhas.
Simulação
feita pela Proteste, entidade de defesa dos direitos do consumidor, mostra que
o barato pode sair caro se o usuário dos cartões precisar de serviços mais
complexos. Uma conta feita para uma paciente de 35 anos, por exemplo, que
precisa de três consultas e um exame de endoscopia mostrou que, pelo cartão
pré-pago, a fatura no final do mês sai por R$ 535,48. Se os procedimentos
fossem cobertos pelo plano de saúde, o valor seria de R$ 341,87 (56%).
FONTE:
ODIA.IG.COM.BR
Compilação:
Carlos
Barros de Moura,
BDM&A
- Barros de Moura EXPERTISE EM SEGUROS
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