13/05/2011
Com meus abraços, envio minha coluna desta semana,
“E afinal, para que servem os partidos políticos?”
Carlos Barros de Moura
Hoje é 6ª feira 13!!! Logo, vamos cuidar de assombrações!
Nosso amado Brasil, onde desde sempre "em se plantando tudo dá", tem uma enorme capacidade de criar partidos políticos, muito mais no sentido de partir, ou seja, cortar ou separar. O mais fantástico está na origem desses partidos. seus fundadores tem mentes extremamente criativas e as usam à exaustão na apresentação de seus projetos. Essa diversidade intelectual e doutrinária provoca uma sensação devastadora entre aqueles que deveriam ter nos partidos a representação de suas idéias, ou seja, "nós o povo".
A salada é violenta e acabamos vendo lambanças inomináveis. Tomemos como exemplo a ação do sr. Gilberto Kassab para indicar o sr. Marco Maciel para os Conselhos de Administração de duas empresas controladas pela Prefeitura de São Paulo. Os argumentos do sr. Kassab para justificar tal indicação, só perderam em devaneio para suas explicações sobre a linha ideológica do seu partido (PSD), aquele que não é nem de direita, nem de esquerda e nem de centro. Isso leva a uma conclusão singela, o tal PSD será daquele antigo ditado "quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é bobo ou não sabe da arte".
Infelizmente, o sr. Marco Maciel não cortou esse mal logo pela raiz, mas conseguiu evitar danos ainda maiores à sua biografia, recusando os cargos oferecidos.
Por outro lado, vale lembrar que a indicação de Marco Maciel para a CET e SPTuris, foi violentamente atacada pelo PT, sob a alegação que Maciel não entende nada de "tráfego" e nem de "turismo", Como se os companheiros e sindicalistas que tem assentos em Conselhos de várias e várias empresas públicas, tivessem qualificação específica, além de serem quem são.
Alguns maldosos, dizem que o verdadeiro articulador e chefe (ou aquele que está por trás) desse partido, é um tradicional político paulista, conhecido pelo seu enorme ego e que é inimigo mortal do governador de São Paulo e vice-versa. Mas isso, não impede que ambos, quando juntos em eventos públicos, distribuam sorrisos e elogios entre si!
Ainda nessa linha, mas não restrito ao caso em questão, um dos maiores desafios de gestores de campanhas políticas é reduzir o ego dos candidatos.
A sensação que ficamos é simples. Não há no Brasil o menor interesse em realmente existir representação popular nos governos. Nossa estrutura política é fundada no mais mesquinho princípio de garantir amplo e fácil acesso aos cofres da "viúva" para aqueles que são amigos do rei de plantão. Conhecedor pragmático dessa realidade, o PT se estruturou de maneira extremamente profissional para tomar o poder e usufruir de todas as suas benesses para não sair.
Enquanto isso, ficamos ao relento e atacados por todos os tipos de assombrações. Pequeno exemplo, o que fez o Paraguai, para conseguir mais dinheiro de Itaipu? (Aquele projeto que nossos vizinhos contribuíram com sua metade do rio), Fizeram lobby junto ao presidente do Senado e logo a lei aumentando o valor dos pagamentos, foi aprovada. É verdade que nem o Maranhão e nem o Amapá recebem energia de Itaipu.
Outro exemplo marcante da nossa falta de representação popular no governo (o famoso sistema de pesos e contra-pesos), estamos tendo na votação do CÓDIGO FLORESTAL. Talvez como a jabuticaba, que só existe no Brasil, queremos ter uma Democracia única, onde o poder executivo deixa o poder legislativo de quatro! Isso, não esquecendo nunca das barbaridades que nos são impostas pelo indecente festival de Medidas Provisórias.
Sem independência dos poderes da Nação, a Democracia vira somente promessa de campanha eleitoral, confirmando que é isso o que interessa para os partidos políticos.
Agora, vale lembrar com todo o respeito que hoje 13 DE MAIO é um dia importante na nossa História, pois em 13 de maio de 1888, foi promulgada a famosa LEI ÁUREA, acabando de direito, com muito atraso, a escravidão no Brasil. Porém, com todas as jabuticabas que temos na nossa vida partidária e na administração pública, vamos continuar sonhando com o slogan da Inconfidência Mineira "Liberdade, ainda que tardia".
E afinal para que servem os partidos políticos?
Carlos Barros de Moura, empresário e Diretor da ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE SÃO PAULO, colabora com o DIÁRIO DE GUARULHOS.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
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