terça-feira, 4 de dezembro de 2012
NOVO TERMINAL TRARÁ DE VOLTA NAVIOS GIGANTES AO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
Na tentativa de recuperar a linha marítima de Vitória para os Estados Unidos e Norte da Europa, operada pela MSC e Maersk e cancelada há cerca de três meses, o poder público e a iniciativa privada negociam uma nova opção para evitar que o Espírito Santo perca outras cargas e também abrir a possibilidade de atração de novas cargas.
O Terminal de Produtos Siderúrgicos (TPS), gerenciado pelo condomínio formado pela ArcelorMittal Tubarão, Usiminas e Gerdau Açominas - e que fica em Praia Mole - é a opção estudada para o retorno da linha. O secretário estadual de Transportes e Obras Públicas (Setop), Fábio Damasceno, explica que está havendo boa vontade de todos os participantes das discussões, mas não há data definida para o fechamento das negociações.
Os efeitos da crise financeira global estão batendo à porta de muitas indústrias em várias partes do mundo. No caso das empresas gestoras do TPS, que são fabricantes e exportadoras de produtos siderúrgicos, o mercado internacional está em retração. Haveria, então, certa ociosidade do terminal, que poderia abrir espaço para a movimentação de carga geral em contêineres.
A ideia, em discussão, é que o TPS receba uma embarcação por semana. Seriam navios maiores - eles não conseguem entrar no Porto de Vitória - com mais de 300 metros de comprimento e 48 metros de boca. Essas embarcações tem capacidade para transportar cerca de 8 mil contêineres, um volume de cargas entre 7 e 8 mil toneladas.
Custos - A principal vantagem dos navios maiores é a redução acentuada dos custos, lembra Damasceno. E redução de custos e aumento da competitividade, não custa lembrar, são metas perseguidas por todos os segmentos produtivos em todo o mundo.
A alternativa, lembra Damasceno, cria uma nova fronteira para o Estado. É uma forma de evitar que o Espírito Santo continue perdendo cargas para outros terminais portuários e também uma oportunidade para a atração de novas cargas. A proposta, se concretizada, pode ser a solução portuária para o Estado até que saia o superporto.
Para o representante dos trabalhadores no Conselho de Autoridade Portuária (CAP), Luiz Fernando Barbosa Santos, a proposta é muito boa e deve ser implementada. O que não deve continuar acontecendo, na sua opinião, é a demora na implantação do superporto. O projeto está demorando muito mais do que deveria e o Espírito Santo está perdendo oportunidades.
Outros dois grandes projetos concorrentes do Estado: o Porto do Açu (RJ) e o Porto Sul (Ilhéus -BA) são portos que vão sair do papel na frente do superporto capixaba e podem tirar do Estado a grande oportunidade de se consolidar como polo de logística para o país.
Fonte: A Gazeta - ES
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