terça-feira, 9 de outubro de 2012

ECONOMISTA RAMÓN TAMANES DESTACA A CRIAÇÃO DE UNIÃO MONETÁRIA MUNDIAL E O RESGATE DA ECONOMIA

Na sexta-feira, 21 de setembro de 2012, em palestra na Cámara Española de Comercio, discussão girou em torno de possíveis soluções para a crise da Europa e Espanha O economista espanhol Ramón Tamames, palestrou na noite desta quarta-feira (20) na Cámara Oficial Española de Comercio en Brasil, em São Paulo, para presidentes e diretores de importantes empresas espanholas no Brasil. O tema da discussão foi a crise na Europa e a situação da economia espanhola. Maria Luísa Castelo Marín, diretora executiva da Cámara, deu as boas-vindas ao economista, destacando seu vasto currículo na história do país e estudos sobre a estrutura econômica da Espanha e as relações econômicas internacionais, além de ser autor de vários livros e artigos sobre economia espanhola e internacional. Na ocasião, Tamames destacou que esta é a primeira crise da Europa com a moeda comum. Ele disse também que o euro, criado em maio de 1998, se estabeleceu com bons critérios: baixa inflação, amortecimento da dívida e estabilização da moeda. Mas que os governos não criaram uma reserva ou plano de contenção de gastos. “Não se preocuparam em criar uma unificação monetária para prevenção de futuros problemas”. Ele recusa a saída do país da zona do euro. “São medidas precipitadas”, destaca o economista, explicando que isso provocaria uma retirada de capitais no país, causando instabilidade à moeda. O economista também falou da complexa situação em que o governo de Mariano Rajoy se encontra atualmente, com um déficit de 9%. “A crise ficou mais aguda, pois as medidas foram tomadas sem planejamento e sem estratégia”, diz Tamames, que também falou sobre a queda do PIB da Espanha dia a dia, além das diferenças do desemprego do país diante de toda a Europa. “A Espanha tem um desemprego de 24% frente aos 12% de todos os países europeus”. Ele também falou sobre a dívida pública do país, que atingiu níveis de 83%. “Ainda não sabemos a dimensão da administração espanhola e do gasto público. Mas se temos uma dívida que não pára de crescer, devemos gastar menos”, disse o economista. “A Espanha deveria crescer 30% e não 8%, conforme cresceu neste período de crise”. O economista destacou o resgate da economia por parte do Banco Central Europeu. “A dívida está subindo e o governo deve pedir recursos com bases adequadas”. Em sua visão, deve haver uma política mais ativa, uma economia mais flexível e redução da dívida por parte do Estado. “Há problemas de diagnósticos. Ninguém no atual Governo tem hipóteses para formular novas ações. Não se sabe quais medidas devem ser tomadas para sanar o problema, muito menos por onde recomeçar”. Mas o autor não poupou razões para o otimismo. “Há uma melhora da balança comercial, a exportação está em 90% e as grandes empresas estão investindo fora do país”, destacando também a globalização de soluções para a crise: a criação da União Monetária Mundial e um rigoroso diagnóstico da crise para propor soluções viáveis. Mais informações para a Imprensa – Cámara Oficial Española de Comercio en Brasil: COMMUNICA BRASIL Pabx: (11) 3868-0300 Andrea Funk – andrea@communicabrasil.com.br Marcela Martinez – marcela@communicabrasil.com.br www.communicabrasil.com.br Spain Business Bordin Embajada Cámara Oficial Española de Comercio en Brasil Av. Eng.º Luis Carlos Berrini 1681 (14º Andar) - Sao Paulo (04571), Brasil tel: +55 (11) 5508 5959 - fax: +55 (11) 5508 5970 camaraespanhola@camaraespanhola.org.br - www.camaraespanhola.org.br

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