segunda-feira, 1 de outubro de 2012
SEM COBRANÇA DO CUSTO DE APÓLICE, PREÇO DO SEGURO DEVE SUBIR
"No curto prazo haverá uma perda de receita, mas em alguns meses as seguradoras vão fazer ajustes e inseri-la no custo", avalia Francisco Galiza, da consultoria Rating de Seguros.
Entre as maiores seguradoras, as principais afetadas pela extinção da cobrança de até R$ 60 por apólice serão a Porto Seguro e a SulAmérica. Nos sete primeiros meses de 2012, a Porto obteve receita de R$ 247 milhões com essa cobrança - o que representa 5,5% do seu faturamento. Já a SulAmérica embolsou R$ 89 milhões, 4,8% das receitas totais. Os números são da Susep e foram compilados pela Siscorp.
A medida vale a partir de 1º de janeiro de 2013, tempo que Galiza acredita ser suficiente para que o mercado faça ajustes. Outro executivo do setor, que pediu para não ser identificado, também não espera uma redução das receitas. "As seguradoras vão acrescer isso ao preço do produto, o efeito prático da proibição não será significativo para os resultados".
Em nota, a Susep explicou que as razões que deram origem à cobrança do custo de apólice, como o alto custo da impressão do documento em papel moeda, somado às perdas com a inflação, não se justificam mais no ambiente atual.
Em abril deste ano, a autarquia determinou que fosse realizado estudo técnico para estabelecer, caso fosse necessário, novo teto para esse tipo de cobrança.
Data: 28.09.2012
Fonte: Valor Econômico
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