O
montante de roubos e furtos de veículos no Estado de São Paulo cresceu
10,1% em 2013, chegando a 215 mil casos. Esse tipo de ocorrência é o
fator que mais influencia o cálculo do seguro de um automóvel, informa a
Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg).
“O monitoramento
do mercado é feito constantemente e, se as empresas registram
crescimento no número de indenizações, os custos extras acabam tendo que
ser repassados aos clientes”, diz o diretor-executivo da entidade,
Neival Freitas.
Outro fator que influencia no cálculo é a
quantidade de acidentes de trânsito, que ocorrem com maior frequência
que as ocorrências de roubo, por exemplo, mas costumam gerar menos
despesas à seguradora.
Cada empresa, porém, possui o seu próprio banco de dados e calcula as variações conforme seu universo de consumidores.
NOVA LEI
Os números de furtos e roubos de veículos vem crescendo desde 2009, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado.
Os números de furtos e roubos de veículos vem crescendo desde 2009, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado.
Para
o chefe da pasta, Fernando Grella Vieira, o aumento das ocorrências é
uma “tendência” que pode de ser atribuída, em parte, à alta nas vendas.
A expansão na frota, para ele, também aqueceu o comércio ilegal de peças e dos receptadores de carros roubados e furtados.
“Vendeu-se muito veículo. Há a necessidade de peças de reposição e, aí, outra causa que é receptação”, disse.
Ainda segundo o secretário, a polícia tem dificuldades de combater esse tipo de crime em razão da pulverização de criminosos.
O volume de roubos de veículos em São Paulo é o maior em 12 anos.
Grella
disse que uma das principais medidas adotadas para tentar reduzir esse
crime foi a publicação da lei que tenta normatizar o setor de venda de
peças para coibir o comércio ilegal.
Para o diretor da FenSeg, na
Argentina, norma semelhante conseguiu reduzir, já no primeiro ano, cerca
de 50% o número de roubos de veículos.
“Isso também deve ocorrer por aqui a médio prazo, o que ajudaria a reduzir o preço do seguro no Estado”, acredita.
FONTE: 28/01/2014 – BOA INFORMAÇÃO.COM.BR
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