Segundo fontes do mercado de seguros, aumentou procura por plano de contingência para evitar prejuízos
decorrentes de protestos.
Informalidade
ainda é grande e reflete a falta de cultura do brasileiro para planejar ações
com controle de execução
O
temor de que os protestos anti-Copa possam interromper os negócios movimentou o
mercado de gestão de risco e crises corporativas nas últimas semanas, mas a
informalidade no planejamento ainda é grande, segundo especialistas no setor.
Cerca
de 75% dos departamentos de operações de logística das grandes companhias que
atuam no país criaram algum plano de contingência para se proteger de eventuais
danos no Mundial, segundo levantamento feito a pedido da Folha pelo Inbrasc
(Instituto de Estudos sobre Cadeia de Suprimentos).
Quase
30% delas, porém, só investiram em planos informais, sem controle de execução,
apesar do grande volume de empresas que já se declararam impactadas direta ou
indiretamente pelas manifestações (68%).
Desde
o Carnaval, a cada semana, a demanda por consultorias para criação de planos de
contingência subiu de 10% a 20%, segundo
informações de especialistas.
Há
a constatação que os executivos brasileiros deixaram o assunto para a última
hora.
Há
uma corrida por estudos, semelhante à época em que ocorreu o incêndio na boate
no Rio Grande do Sul, quando houve uma procura enorme por segurança de saída de
emergência, em 2013.
Antes
do clima anti-Copa, só 11% das empresas tinham plano formal de contenção de
crise em grandes eventos, segundo o Inbrasc. As maiores preocupações são
transporte e abastecimento (35%), produção (25%) e estoque (18%).
Com
isso cresceu também a busca por seguros.
Empresas
consultam seus corretores para conferir se as apólices que já contratadas, seriam
suficientes para eventuais danos. Tem ocorrido ajustes nos limites de
cobertura.
Entre
os setores mais atingidos, estão shoppings, hotéis, concessionárias, bancos e
empresas de transportes.
Ações
como flexibilização de horários de funcionários (21%), mudanças em horários de
entrega (17%) e rotas alternativas de entrega (17%) são as mais citadas.
Esperando
restrições no trânsito, a companhia de logística DHL Express mapeou regiões
afetadas, alertou clientes e contratou carros extras para manter o nível de
serviço, segundo Amaury Vitor, gerente da empresa.
"Ter
planos bem estabelecidos é uma cultura que ainda não existe no Brasil. É comum
ter reuniões informais sobre o assunto, mas com pouco resultado em ações
controladas", diz Alex Leite, superintendente do Inbrasc.
A
baixa experiência ainda resulta em improvisos como tapumes para proteger
fachadas. Para a ABGR (que reúne gerentes de risco), não existe ainda um
procedimento padrão para enfrentar tumultos.
FONTE:
02/06/2014 - JOANA CUNHA F. DE S. PAULO
Carlos Barros de Moura,BDM&A - Barros de Moura EXPERTISE EM SEGUROS
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